Diocese de Cametá

Quando e como surgiu na Igreja?


    “Onde há as consagradas os consagrados, há alegria.” (Papa Francisco)


    A Vida Religiosa Consagrada surgiu no final do seculo III, princípio do século IV. Nesse sentido, desde do início do cristianismo houve homens e mulheres que fazem renuncia por amor ao Reino de Deus e acolhe o chamado vocacional para viver com gratuidade a vocação à Vida Consagrada Religiosa.
Desse modo, nasceram na Igreja as primeiras ordens religiosas, Franciscanos, Jesuítas, Beneditinos, Carmelitas. Cada uma, com um carisma próprio, até os dias atuais busca ser, viver e testemunhar a essência do Evangelho nas realidades onde a vida pede cuidado: nas paróquias, mosteiros, hospitais, escolas, universidades, enfim a consagrada, o consagrado fiel a sua consagração evangeliza com os olhos fixos em Jesus de Nazaré, na escola de Maria modelo e inspiração da Vida Religiosa, aprende a cantar as maravilhas de Deus, questionar as injustiças e, acolhe a convocação feita pela serva fiel “Façam tudo o que ele disser” (cf. Jo 2, 5).

Sendo assim, no Brasil, estão presentes 391 institutos religiosos e sociedades de vida apostólica. Cada um imprime no ser o que chamamos de carisma abraçando a missão fundante vivenciada pelo fundador ou fundadora na sua família religiosa. A Igreja Católica Apostólica Romana vive à luz do Espírito Santo, e como contribuição para a missão da Vida Religiosa Consagrada vem o sopro e o vento do Espírito, na vida do Papa Francisco, que marca seu pontificado com a Exortação Apostólica Evangelli Guadium e traz como iluminação para vida consagrada o apelo missionário da Igreja em Saída, que trata-se de uma Igreja que toma a iniciativa, sem medo de ir ao encontro dos afastados, de chegar às encruzilhadas dos caminhos para convidar os excluídos (cf. EG 24). É um convite especial à passagem de uma Igreja auto referencial, centrada em si mesma, a uma Igreja aberta à alteridade, porque quem deseja viver com dignidade e em plenitude não tem outro caminho senão reconhecer o outro e buscar o seu bem (cf. EG 9). Isso significa dizer que a Igreja não é um para si, mas um para os outros.

Todo ano, a Igreja Católica no Brasil celebra o mês vocacional, a cada domingo do tempo litúrgico, somos motivados a rezar por um grupo de pessoas que são envolvidas pela missão de Jesus, doam suas vidas à Igreja como continuadores do Reino de Deus: sacerdotes, famílias, religiosas/o, leigas/os e vem acompanhado de um tema, proposto pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), para o ano de 2021.

O tema surge da Exortação Apostólica Pós-Sinodal, Christus Vivit (Cristo Vive) do Papa Francisco. O lema para o período é “Quem escuta a minha palavra possui a vida eterna” (cf. Jo 5,24).

Para contribuir com a reflexão sob as vocações, vamos mencionar de forma suscita a fundação e o carisma de um grupo de mulheres que se encantaram com o Evangelho e abraçaram a Vida Religiosa Consagrada na Congregação das Irmãs Missionárias Carmelitas, uma congregação religiosa que nasceu no sertão da Paraíba em 25 de março de 1938, pela inspiração divina e determinação profética e missionária de Frei Casanova e Madre Carmelita. Pelo ser e pela missão o grupo foi crescendo e se expandiu no serviço do reino de Deus com o carisma de: Viver em fraternidade orante e estar disponível para missão no meio dos pobres e excluídos da sociedade; e com o lema: Ide aonde ninguém quer ir e levai o Evangelho de Jesus de Nazaré. Somos chamadas a atuar em qualquer lugar ou situação, onde a vida do povo de Deus estiver ameaçada: nas pequenas comunidades, paróquias, hospitais, escolas e obras sociais, no meio rural ou urbano, junto aos margilizados e sofredores da sociedade.
Com gratuidade pelo dom e vocação da Vida Religiosa Consagrada, concluímos nossa partilha com a reflexão do Papa Francisco, queridos irmãos e irmãs consagrados, sois homens e mulheres simples que vistes o tesouro que vale mais do que todas as riquezas do mundo. Por ele, deixastes coisas preciosas, tais como bens, criar uma família própria. Por que o fizestes? Porque vos apaixonastes por Jesus, n’Ele vistes tudo e, fascinados pelo seu olhar, deixastes o resto. A vida consagrada é esta visão. É ver aquilo que conta na vida. É acolher de braços abertos o dom do Senhor, como fez Simeão. Isto é o que veem os olhos dos consagrados: a graça de Deus derramada em suas mãos. A pessoa consagrada é alguém que, ao olhar-se cada dia, diz: Tudo é dom, tudo é graça. Queridos irmãos e irmãs, não é mérito nosso a vida religiosa, é um dom de amor que recebemos.

Vila do Juaba, 02 de agosto de 2021

Comunidade Nossa Senhora do Carmo
         Irmãs Missionárias Carmelitas

 

Vida Religiosa Consagrada